Esse clima frio trás consigo uma nostalgia, que me faz entender certas coisas que não conseguia antes perceber, passeando por dentro de mim mesma, e deparando-me com minhas lembranças, hoje posso chegar a algumas conclusões sobre o medo da perda, e não me refiro à perda no sentido literal, mas do tipo ( terminar ou interromper algo), a temida perda da morte, de repente me dei conta que a vida pode ser curta para algumas pessoas e não saberei se serei uma delas, ou se não eu, mas alguém a quem amo, isso dá uma sensação desesperadora de querer viver tudo ao mesmo tempo, de encontrar soluções rápidas para algumas questões e se aninhar aos braços de quem amamos enquanto nos resta tempo. Tempo esse que constantemente tentamos lutar contra ele, e que por vezes nos amedronta mas também nos acomoda e tem a capacidade de nos tornar mecânicos e artificiais, incapazes de captar detalhes importantes, como certas sensações e emoções e em um ou outro momentos desses vividos é que nos damos conta do quanto estamos distantes de nós mesmo e das coisas e pessoas que consideramos fundamentais e essenciais.
